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domingo, 10 de abril de 2011

Uma bossa, nova por favor.

Ela chegou
com jeitinho de quem nada quer,
E agora?
Como faz?
Já não sei mais, viver sem essa mulher...
Até o mar é mais azul e o céu fica todinho blue.
Quando estou com ela tudo fica mais lindo e a vida me vem assim,
é a vida que me vem assim,
sorrindo...sorrindo...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ohio Impromptu - Samuel Beckett.

p.s.: um artigo que achei sobre uma relação entre essa obra, Zygmunt Bauman e Leonardo DaVinci

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Reposta de Manuel Bandeira

Arte de amar


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.


Porque os corpos se entendem, mas as almas não.

terça-feira, 27 de julho de 2010

What about the love?

Depois de ficarmos ali, alguns instantes olhando o nada, me vem a cabeça:
E o amor? Será?
Algumas vezes já pensei sentir amor, e já até senti de verdade. Claro além do amor familiar, que é construído através dos anos de convivência, de dedicação e carinho. Mas penso no amor gratuito, amar até mesmo quem você poderia odiar, amar o outro por ele ser semelhante, igual a você e cheio de falhas, defeitos. Penso que o melhor é começarmos por nós mesmo, admitir a nossa miserável condição e mesmo assim reconhecer as possibilidades infinitas que temos de transformação. Aí quando nos amamos temos condições de amar o outro. É um exercício diário e difícil, porém gratificante quando se consegue ir além. Não despender tanta energia com sentimentos negativos faz sobrar mais energia pra coisas produtivas.
-Amor?
-Oi.
-O que você está pensando?
-Sobre a inconstitucionalidade que existe no Brasil.
-Ah ta. Deita aqui pra eu fazer cafuné.
Deito no colo dela. E continuo pensando. Achei melhor não encher a cabeça dela com toda essa coisa de amor gratuito e tal. Tenho medo dela achar que sou do movimento hippie. Não sou do movimento hippie, acho que eles banalizaram demais o amor. Na verdade mesmo nem chamo ela de amor, ainda não consegui amá-la. E nem sei se vou algum dia. Seria hipocrisia falar tudo isso sem ao menos amá-la. Acho mais difícil amar as pessoas depois de algum tempo convivência. Aquele ser idealizado e perfeito para mim acaba se tornando um ser imbecil igual a mim mesmo e tantos outros, é complicado lidar com isso. Quando o sonho acaba. O amor continua sendo o mistério pra mim. Pode estar aqui, fazendo cafuné, ou dentro de mim. Pode ser.

domingo, 28 de fevereiro de 2010