segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Espera
A vida está assim,
e você me chega, muda tudo.
Uma pausa, respiro fundo.
Não, não passa.
E é assim.
O que escolhemos e o que a vida nos proporciona.
Esse sentimento ambíguo.
Não é fácil gostar de alguém,
não. Não queremos ficar vulneráveis.
Temos muito medo de nos entregar,
esperar, esperar.
Medo.
Como pular de bungee jump,
sem saber se a pessoa,
essa, vai te segurar.
Você quer mergulhar, mas tem medo de se esborrachar.
Mas e daí?
Se eu quiser pular?
você pula comigo?
aprendo a voar...
Te levo junto
vamos sonhar.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
Carolina em sua janela
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
terça-feira, 27 de julho de 2010
What about the love?
E o amor? Será?
Algumas vezes já pensei sentir amor, e já até senti de verdade. Claro além do amor familiar, que é construído através dos anos de convivência, de dedicação e carinho. Mas penso no amor gratuito, amar até mesmo quem você poderia odiar, amar o outro por ele ser semelhante, igual a você e cheio de falhas, defeitos. Penso que o melhor é começarmos por nós mesmo, admitir a nossa miserável condição e mesmo assim reconhecer as possibilidades infinitas que temos de transformação. Aí quando nos amamos temos condições de amar o outro. É um exercício diário e difícil, porém gratificante quando se consegue ir além. Não despender tanta energia com sentimentos negativos faz sobrar mais energia pra coisas produtivas.
-Amor?
-Oi.
-O que você está pensando?
-Sobre a inconstitucionalidade que existe no Brasil.
-Ah ta. Deita aqui pra eu fazer cafuné.
Deito no colo dela. E continuo pensando. Achei melhor não encher a cabeça dela com toda essa coisa de amor gratuito e tal. Tenho medo dela achar que sou do movimento hippie. Não sou do movimento hippie, acho que eles banalizaram demais o amor. Na verdade mesmo nem chamo ela de amor, ainda não consegui amá-la. E nem sei se vou algum dia. Seria hipocrisia falar tudo isso sem ao menos amá-la. Acho mais difícil amar as pessoas depois de algum tempo convivência. Aquele ser idealizado e perfeito para mim acaba se tornando um ser imbecil igual a mim mesmo e tantos outros, é complicado lidar com isso. Quando o sonho acaba. O amor continua sendo o mistério pra mim. Pode estar aqui, fazendo cafuné, ou dentro de mim. Pode ser.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O enigma de kaspar hauser ou cada um por sí e Deus contra todos

Para quem não conhece a historia de Kapers Hauser, vai um trecho logo abaixo. E quem se interresar e quizer a autobiografia, achei uma versão traduzida no blog do Enton P. ttp://kasparbio.blogspot.com/. Para quem não viu recomendo também o filme do Werner Herzog com o mesmo título.
“O enigma de Kasper Hauser” trata-se de uma historia acontecida na Europa no século XIX. Uma criança é criada em uma espécie de prisão, sem convívio com nenhum ser humano. Alimenta-se somente de pão e água que lhe é deixado a noite, enquanto dorme. Vivendo assim durante quase quinze anos, Kasper é uma anomalia social.Não sabe falar, andar. Não conhece outro ser humano. Não faz ideia do que está fazendo ali. Quando o seu “pai” resolve tira-lo de lá ele começa a enfrentar a marginalização. Kasper é antes um bebê que acaba de nascer, a diferença é que para ele o útero era um cubículo e a sua gestação ao invés de nove meses durou quinze anos. Então quando ele finalmente nasce se encontra com um mundo para o qual ele não está preparado. E vice-versa. Alguns decidem ajuda-lo, ele aprende a andar e falar No decorrer do filme pode se notar que mesmo com toda a dificuldade Kasper aprende a ler e escrever em dois anos. Aprende também a tocar piano. Mas como sociedade tem uma tendência muito forte de marginalizar o diferente, o desconhecido ele sofre muito com isso, tenta entender o mundo e às vezes chega a afirmar que estava melhor lá, preso. Essa marginalização foi tanta que ele foi assassinado, e assim como chegou, partiu. Cheio de mistérios.
Podemos notar com a historia de Kasper que todo ser humano é de certa forma moldado pelo meio. É claro que não sabemos a linha que separa o ser do meio. Mas se torna evidente que o meio é de fato muito importante. E também que somos grandes copiadores. Hoje já sabemos que as crianças aprendem olhando e copiando os adulto, mas o caso de Kasper foi muito importante na época para provar isso.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Hola

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Eu sou porque nós somos!
Às vezes tem certas coisas que nos tiram do serio, esses dias isso aconteceu comigo. Estava zapeando a TV quando me deparei com o inicio de um documentário, um homem africano contava a respeito de um antigo ditado Africano que diz, Eu sou porque nós somos. Eu só existo porque você existe. Não que eu concorde literalmente com isso, mas é uma forma de mostrar a consciência como grupo daquele povo, aglomerado de nações que se mantêm na base da esperança e da força coletiva. O documentário, denominado Eu sou porque nos somos (sinopse), conta de vários aspectos a historia de pessoas de um país chamado Malaui. Como muitos dos países africanos assolado pela AIDS, tifo, malaria e outras tantas doenças. Um país extremamente pobre, e com tantas dificuldades que é difícil enumerá-las. O documentário atenta para varias pequenas historias de pessoas que vivem lá, dando ênfase ao lado humano e ao mesmo tempo denunciando problemas e tentando buscar alguma solução. Um dos grandes problemas enfrentados é a enorme população de órfãos, devido ao alto índice de AIDS os país morrem e deixam seus filhos (muitas vezes também com a doença). O numero de órfãos já chega a um milhão, num país de onze milhões de pessoas. Crianças que são criadas em grandes orfanatos, sem nenhuma estrutura, sem escola e muitas vezes com pouca comida, e quase nenhum remédio.
Como eu disse é realmente de nós tirar do serio, muitas vezes eu me questionei, Deus porque tanto sofrimento? Porque essas pessoas tem de passar por isso? Muitas vezes a minha fé é abalada com coisas desse tipo. Sei que Deus é soberano e que não me cabe entender essas perguntas. Ou seria Deus injusto? Para a nossa cabeça humana talvez. Porem acho que quando assistimos um documentario com esse realmente não há como não mudar. Ele serve para nos sacudir mesmo, nos tirarmos dessa posição confortável, e nos mostrar um realidade diferente. Um lugar aonde se vive como há um século atrás, sem energia, sem saneamento básico, e sem nenhum conforto. Mas mesmo assim não lhes falta amor, fé e um sorriso no rosto de quem sabe que apesar de tudo sempre há motivos para sorrir.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Começo do Ano!

Volto aqui hoje para publicar as meus leitores(como se tivesse algum, espero ter algum dia) meu primeiro post do ano de 2010. Tempo, tempo, vasto tempo. Não temos controle algum sobre ele. Talvez tentamos nos enganar achando enganar o tempo. Ele está ai sempre a nos instigar, e como medimos o tempo em pequenas frações, mas uma se passou. Chegamos ao ano de 2010 depois da vinda salvadora do Senhor Jesus. Era da tecnologia e da frieza. Melhoramos e pioramos, sempre há pros e contras. Não quero entrar nesse merito. O que venho propor aqui é justamente uma reflexão a respeito da vida que levamos, fazendo o que com o nosso tempo?
