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sexta-feira, 19 de março de 2010

A real visão. Baseado no documentario Janela da Alma


Estamos Cegos?

A visão que temos de mundo é única e exclusiva. Cada pessoa olha o mundo e o vê de maneira particular temos idéias únicas que varia de acordo com o nosso repertorio. O vermelho que eu vejo pode não ser o mesmo que você vê. Porem quando esse sentido e de alguma maneira alterado ou até mesmo tirado, a pessoa tem que ver de outra forma. Ela não deixa de ver o mundo. Ela o faz de outras maneiras e percebe as vezes que podem enxergar mais do que os outros, pois a visão não esta contida somente no que vemos, no real. Há o campo do imaginável que corresponde a parcela do invisível. Para enxergar o invisível é necessário ver com os olhos? Não. Penso que a visão pode de certa forma atrapalhar nesse sentido, pois como temos tudo pronto não precisamos nos esforçar. E a relação de lermos um livro e assistirmos um filme. No filme as imagens já estão prontas, já no livro é preciso criá-las.

É muito bom enxergar, mas não devemos ter pena das pessoas que tem alguma deficiência visual, porque de alguma forma “somos todos cegos” como disse José Saramago. Quer dizer, quem não tem algum tipo de deficiência? Quem não é falho em alguma coisa? Na verdade o que podemos ver é que o ser humano pode ter alguma ou diversas diferenças, porem sem deixar de se superar e alcançar níveis impressionantes de conhecimento através dessas experiências. Uma pessoa pode ver muito bem, mas talvez não consiga enxergar. Essa cegueira é a pior.


Links: Filme A Janela da Alma
Evgen Bavcar - o fotografo cego

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Eu sou porque nós somos!



Às vezes tem certas coisas que nos tiram do serio, esses dias isso aconteceu comigo. Estava zapeando a TV quando me deparei com o inicio de um documentário, um homem africano contava a respeito de um antigo ditado Africano que diz, Eu sou porque nós somos. Eu só existo porque você existe. Não que eu concorde literalmente com isso, mas é uma forma de mostrar a consciência como grupo daquele povo, aglomerado de nações que se mantêm na base da esperança e da força coletiva. O documentário, denominado Eu sou porque nos somos (sinopse), conta de vários aspectos a historia de pessoas de um país chamado Malaui. Como muitos dos países africanos assolado pela AIDS, tifo, malaria e outras tantas doenças. Um país extremamente pobre, e com tantas dificuldades que é difícil enumerá-las. O documentário atenta para varias pequenas historias de pessoas que vivem lá, dando ênfase ao lado humano e ao mesmo tempo denunciando problemas e tentando buscar alguma solução. Um dos grandes problemas enfrentados é a enorme população de órfãos, devido ao alto índice de AIDS os país morrem e deixam seus filhos (muitas vezes também com a doença). O numero de órfãos já chega a um milhão, num país de onze milhões de pessoas. Crianças que são criadas em grandes orfanatos, sem nenhuma estrutura, sem escola e muitas vezes com pouca comida, e quase nenhum remédio.

Como eu disse é realmente de nós tirar do serio, muitas vezes eu me questionei, Deus porque tanto sofrimento? Porque essas pessoas tem de passar por isso? Muitas vezes a minha fé é abalada com coisas desse tipo. Sei que Deus é soberano e que não me cabe entender essas perguntas. Ou seria Deus injusto? Para a nossa cabeça humana talvez. Porem acho que quando assistimos um documentario com esse realmente não há como não mudar. Ele serve para nos sacudir mesmo, nos tirarmos dessa posição confortável, e nos mostrar um realidade diferente. Um lugar aonde se vive como há um século atrás, sem energia, sem saneamento básico, e sem nenhum conforto. Mas mesmo assim não lhes falta amor, fé e um sorriso no rosto de quem sabe que apesar de tudo sempre há motivos para sorrir.