sexta-feira, 19 de março de 2010

A real visão. Baseado no documentario Janela da Alma


Estamos Cegos?

A visão que temos de mundo é única e exclusiva. Cada pessoa olha o mundo e o vê de maneira particular temos idéias únicas que varia de acordo com o nosso repertorio. O vermelho que eu vejo pode não ser o mesmo que você vê. Porem quando esse sentido e de alguma maneira alterado ou até mesmo tirado, a pessoa tem que ver de outra forma. Ela não deixa de ver o mundo. Ela o faz de outras maneiras e percebe as vezes que podem enxergar mais do que os outros, pois a visão não esta contida somente no que vemos, no real. Há o campo do imaginável que corresponde a parcela do invisível. Para enxergar o invisível é necessário ver com os olhos? Não. Penso que a visão pode de certa forma atrapalhar nesse sentido, pois como temos tudo pronto não precisamos nos esforçar. E a relação de lermos um livro e assistirmos um filme. No filme as imagens já estão prontas, já no livro é preciso criá-las.

É muito bom enxergar, mas não devemos ter pena das pessoas que tem alguma deficiência visual, porque de alguma forma “somos todos cegos” como disse José Saramago. Quer dizer, quem não tem algum tipo de deficiência? Quem não é falho em alguma coisa? Na verdade o que podemos ver é que o ser humano pode ter alguma ou diversas diferenças, porem sem deixar de se superar e alcançar níveis impressionantes de conhecimento através dessas experiências. Uma pessoa pode ver muito bem, mas talvez não consiga enxergar. Essa cegueira é a pior.


Links: Filme A Janela da Alma
Evgen Bavcar - o fotografo cego

O enigma de kaspar hauser ou cada um por sí e Deus contra todos





Para quem não conhece a historia de Kapers Hauser, vai um trecho logo abaixo. E quem se interresar e quizer a autobiografia, achei uma versão traduzida no blog do Enton P. ttp://kasparbio.blogspot.com/. Para quem não viu recomendo também o filme do Werner Herzog com o mesmo título.

“O enigma de Kasper Hauser” trata-se de uma historia acontecida na Europa no século XIX. Uma criança é criada em uma espécie de prisão, sem convívio com nenhum ser humano. Alimenta-se somente de pão e água que lhe é deixado a noite, enquanto dorme. Vivendo assim durante quase quinze anos, Kasper é uma anomalia social.Não sabe falar, andar. Não conhece outro ser humano. Não faz ideia do que está fazendo ali. Quando o seu “pai” resolve tira-lo de lá ele começa a enfrentar a marginalização. Kasper é antes um bebê que acaba de nascer, a diferença é que para ele o útero era um cubículo e a sua gestação ao invés de nove meses durou quinze anos. Então quando ele finalmente nasce se encontra com um mundo para o qual ele não está preparado. E vice-versa. Alguns decidem ajuda-lo, ele aprende a andar e falar No decorrer do filme pode se notar que mesmo com toda a dificuldade Kasper aprende a ler e escrever em dois anos. Aprende também a tocar piano. Mas como sociedade tem uma tendência muito forte de marginalizar o diferente, o desconhecido ele sofre muito com isso, tenta entender o mundo e às vezes chega a afirmar que estava melhor lá, preso. Essa marginalização foi tanta que ele foi assassinado, e assim como chegou, partiu. Cheio de mistérios.

Podemos notar com a historia de Kasper que todo ser humano é de certa forma moldado pelo meio. É claro que não sabemos a linha que separa o ser do meio. Mas se torna evidente que o meio é de fato muito importante. E também que somos grandes copiadores. Hoje já sabemos que as crianças aprendem olhando e copiando os adulto, mas o caso de Kasper foi muito importante na época para provar isso.

terça-feira, 2 de março de 2010

Nessa Vida

Você já sentiu saudade sem mesmo ter de que?
Você já se pegou pensando sabendo que nao devia?
Aposto que já se olhou no espelho e quis voltar atrás.
Todos nós erramos!
Mas o que nos faz diferentes?
Somos humanos porque sabemos escutar!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Unhappy




O triste é dizer como eu não amo você. Isso não tem nada a ver com o que vou escrever hoje- talvez tenha um pouco- mais achei bonito! Na verdade mesmo a tristeza se faz alegria sempre que percebo a pequenez, do mundo, e das pessoas, e da vida, não que fico alegre de fato, mas percebo então que não há motivo pra tristeza. Na verdade tenho que propor um tratado em defesa da tristeza, se não fosse ela não existiria felicidade, como saberíamos como somos felizes sem experimentarmos a tristeza. Na verdade quero acima de tudo escrever aqui sobre como a tristeza age em nós e nos faz refletir sobre o mundo, sobre nós mesmos, sobre as pessoas. Na verdade a tristeza é que produz o que há de mais belo no homem. Na verdade a tristeza esquenta a alma e ferve o coração a ponto de querermos produzir algo que expresse tudo isso. Na verdade a tristeza é o melhor dos sentimentos para o crescimento humano. Na verdade sem ela estaríamos ainda na mais rudimentar experiência. Na verdade o que sempre acontece quando estamos felizes? Queremos mais é aproveitar aquele momento, não queremos preocupações, pensamentos, esquecemos mesmo de pensar, queremos só gozar!

Na verdade pense na próxima vez que a tristeza atingir seu coração e resolva tirar dela toda felicidade que há. Não essa felicidade tola, mas a felicidade de poder estar triste! Na verdade o que importa realmente não é o estar feliz ou estar triste, na verdade o que importa é enxergar a vida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Hola



Absorto em um mar de pensamentos quase chego me afogar, esqueço que é carnaval, esqueço que tenho que comemorar (o que mesmo?), tudo ao mesmo tempo agora e às vezes só o que preciso é parar um pouco e ver como as coisas mudam, a cada momento você se torna novo, as experiências vividas nos fazem ser o que realmente somos, e o mais interessante é que não isso não para nunca nessa vida. Assisti hoje Frida, o que mais uma vez me fez sentir com vontade de escrever. Foi realmente inspirador. Às vezes fico pensando o que faz um artista? Porque eu acho que ele é como todos os outros, pode ser glamoroso ou até fantasioso, mas no fundo é ser humano, não escapa das angustias, das lutas, dos medos, aflições, dos problemas. O que o faz então diferente? Sua habilidade? Pode até ser. Pois para mim o que faz a verdadeira diferença é realmente o modo com que ele vê toda essa miséria humana e consegue transformá-la em algo transcendente: A Arte!