terça-feira, 22 de junho de 2010

A ilusão.

Ilusão, ilusão, veja as coisas como elas são!
Muitas vezes nos enganamos, nos enganamos de toda maneira.
Enganamos quando pensamos em achar e na verdade nos perdemos estamos mais.
Não controlamos o nosso pensamento e então quando pensamos, simplesmente pensamos, porém esse pensamento acarreta uma serie de outros pensamentos e acabamos caindo num mundo contraditório quando achamos achar algo que pensamos.
Isso tudo fica muito vago falando assim. Mas quando pensamos que iludimos a todo momento. O que somos se não grandes enganadores?

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

às moscas

quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pequeno retrato: Feio

Atrai-me muito o feio. O feio de não ser belo. O belo de não precisar sê-lo. De ser apenas um ser e mais ou menos, sem saber ser feio, se tornar belo. Somos seres inacabados. Imperfeitos. Somos o que restou de um imbróglio. De uma criação, espertos somos. Até que ponto iremos? Estamos vivos é certo! Na alegria e na tristeza. Mas até quando? O mundo nos mostra tantos acontecimentos. Tudo ao mesmo tempo agora. Mas na verdade eu queria só ficar quieto. Tranqüilo. De preferência num lugar bem feio. Sentar ali e apreciar a feiúra. E achar tudo lindo, mesmo sabendo que não é. Pois tudo está nos olhos. Não nele propriamente, mas no fato de poder escolher e argumentar consigo mesmo. Transformar conceitos. Quebrar. Estraçalhar. Estilhaçar. Arrebentar. Gosto do feio por não ser obvio. E aprecio a beleza. Só não gosto de achar simplesmente por sê-lo. Beleza por beleza Deus já nos deu a Natureza!

sexta-feira, 19 de março de 2010

A real visão. Baseado no documentario Janela da Alma


Estamos Cegos?

A visão que temos de mundo é única e exclusiva. Cada pessoa olha o mundo e o vê de maneira particular temos idéias únicas que varia de acordo com o nosso repertorio. O vermelho que eu vejo pode não ser o mesmo que você vê. Porem quando esse sentido e de alguma maneira alterado ou até mesmo tirado, a pessoa tem que ver de outra forma. Ela não deixa de ver o mundo. Ela o faz de outras maneiras e percebe as vezes que podem enxergar mais do que os outros, pois a visão não esta contida somente no que vemos, no real. Há o campo do imaginável que corresponde a parcela do invisível. Para enxergar o invisível é necessário ver com os olhos? Não. Penso que a visão pode de certa forma atrapalhar nesse sentido, pois como temos tudo pronto não precisamos nos esforçar. E a relação de lermos um livro e assistirmos um filme. No filme as imagens já estão prontas, já no livro é preciso criá-las.

É muito bom enxergar, mas não devemos ter pena das pessoas que tem alguma deficiência visual, porque de alguma forma “somos todos cegos” como disse José Saramago. Quer dizer, quem não tem algum tipo de deficiência? Quem não é falho em alguma coisa? Na verdade o que podemos ver é que o ser humano pode ter alguma ou diversas diferenças, porem sem deixar de se superar e alcançar níveis impressionantes de conhecimento através dessas experiências. Uma pessoa pode ver muito bem, mas talvez não consiga enxergar. Essa cegueira é a pior.


Links: Filme A Janela da Alma
Evgen Bavcar - o fotografo cego

O enigma de kaspar hauser ou cada um por sí e Deus contra todos





Para quem não conhece a historia de Kapers Hauser, vai um trecho logo abaixo. E quem se interresar e quizer a autobiografia, achei uma versão traduzida no blog do Enton P. ttp://kasparbio.blogspot.com/. Para quem não viu recomendo também o filme do Werner Herzog com o mesmo título.

“O enigma de Kasper Hauser” trata-se de uma historia acontecida na Europa no século XIX. Uma criança é criada em uma espécie de prisão, sem convívio com nenhum ser humano. Alimenta-se somente de pão e água que lhe é deixado a noite, enquanto dorme. Vivendo assim durante quase quinze anos, Kasper é uma anomalia social.Não sabe falar, andar. Não conhece outro ser humano. Não faz ideia do que está fazendo ali. Quando o seu “pai” resolve tira-lo de lá ele começa a enfrentar a marginalização. Kasper é antes um bebê que acaba de nascer, a diferença é que para ele o útero era um cubículo e a sua gestação ao invés de nove meses durou quinze anos. Então quando ele finalmente nasce se encontra com um mundo para o qual ele não está preparado. E vice-versa. Alguns decidem ajuda-lo, ele aprende a andar e falar No decorrer do filme pode se notar que mesmo com toda a dificuldade Kasper aprende a ler e escrever em dois anos. Aprende também a tocar piano. Mas como sociedade tem uma tendência muito forte de marginalizar o diferente, o desconhecido ele sofre muito com isso, tenta entender o mundo e às vezes chega a afirmar que estava melhor lá, preso. Essa marginalização foi tanta que ele foi assassinado, e assim como chegou, partiu. Cheio de mistérios.

Podemos notar com a historia de Kasper que todo ser humano é de certa forma moldado pelo meio. É claro que não sabemos a linha que separa o ser do meio. Mas se torna evidente que o meio é de fato muito importante. E também que somos grandes copiadores. Hoje já sabemos que as crianças aprendem olhando e copiando os adulto, mas o caso de Kasper foi muito importante na época para provar isso.